terça-feira, julho 12, 2011

Aprendizes Digitais

Compartilhamos para reflexão um vídeo postado no Grupo de Estudos Educar na Cultura Digital, do Educarede Brasil/Fundação Telefônica.
Mas, de nada adianta incorporar TICs às salas de aula se os alunos não estão dispostos a fazer verão junto com os professores.
Sou entusiasta do uso das TICs em educação, mas temo que o problema seja mais embaixo.

segunda-feira, junho 20, 2011

Diabetes e informação

Caríssimos, vimos no estudo das enfermidades do sistema endócrino o efeito sistêmico de muitas endocrinopatias. Dentre estas endocrinopatias o Diabetes mellitus certamente tem importância de destaque. Sobretudo por que é uma enfermidade com forte paralelismo entre homens e animais. É importante que comos veterinários e, portanto, agentes promotores da saúde pública, estejamos bem informados sobre o diabetes. Sugiro que vocês façam uma visita ao site da Sociedade Brasileira de Diabetes e indiquem o link a outras pessoas. Informação salva vidas e previne doenças.

sábado, junho 04, 2011

Carbúnculo Sintomático

É uma doença causada pela bactéria Clostridium chauvoei e atinge bovinos jovens (6 meses a 2 anos de idade), até 1880 era confundida com o Carbúnculo Verdadeiro (causado pelo Bacillus anthracis); a principal diferença entre essas duas doenças é que o Clostridium chauvoei é anaeróbico restrito, ao contrário do Bacillus anthracis que necessita de oxigênio para a formação de esporos.

As bactérias encontram-se no solo, pela contaminação das pastagens por fezes infectadas ou decomposição de carcaças de animais que morreram da doença. E a incidência da doença é normalmente no verão.
A infecção ocorre pela ingestão de esporos que multiplicam-se no intestino, penetram na mucosa e vão parar em outros órgãos (baço, fígado) ou na musculatura, lá eles ficam alojados até haver um trauma, onde o ambiente (anaeróbico) será ideal para a germinação e proliferação. O Carbúnculo geralmente leva a morte do animal.

A doença inicia-se com febre e tumefações crepitantes da musculatura dos membros. O exame post-mortem mostra lesões dos músculos e tecido sub-cutâneo, apresentando exsudato gelatinoso, amarelado ou sanguinolento, e ainda há hemorragias além de muitas bolhas de gás. A musculatura está congesta e em alguns lugares podem apresentar-se amareladas, ao corte notam-se regiões com estrias negras. Encontram-se também porções do músculo amolecidas e apresenta odor adocicado. No exame histopatológico pode observar a presença de infiltrado inflamatório de células mononucleares e focos de degeneração vacuolar e hialina das fibras musculares. Para prevenir o carbúnculo há vacinas em comercialização, sendo feita uma única dose anualmente.

Para mais informações:
http://www.qualittas.com.br/documentos/Carbunculo%20Sintomatico.pdf

Autoria desta postagem: Alessandra Snak

sexta-feira, junho 03, 2011

Hipoadrenocorticismo (Doença de Addison)

Hipoadrenocorticismo é a deficiência da secreção de glicocorticóides, mineralcorticóides e esteróides adrenais gonadais pelo córtex da glândula adrenal. O córtex da adrenal fica reduzido praticamente à cápsula da glândula e a medula torna-se proeminente.

O hipoadrenocorticismo pode ser primário ou secundário. O primário, mais comum, se caracteriza pela atrofia adrenal bilateral. Essa atrofia pode ter várias causas, mas distúrbios auto-imunes ou iatrogênicos são frequentemente associados. O hipoadrenocorticismo secundário se caracteriza pela secreção deficiente de hormônio adrenocorticotrópico (ACTH) pela hipófise, podendo ainda ser classificado em natural ou iatrogênico. O natural decorre de inflamação, tumor, traumatismo e defeitos congênitos do hipotálamo ou da glândula pituitária. O iatrogênico, mais comum, decorre do tratamento prolongado com glicocorticóides, que leva à atrofia bilateral da adrenal.

Essa patologia é pouco comum em cães e rara em gatos, sendo mais freqüente em fêmeas e animais de meia idade. Os sinais são multi-sistêmicos e, muitas vezes, se confundem com os de outras doenças. A deficiência de glicocorticóides contribui para o surgimento de letargia, fraqueza e disfunções gastrintestinais; já a deficiência de mineralcorticóides resulta em perda de sódio, retenção de potássio, desidratação, tremores musculares e distúrbios cardíacos de condução elétrica, sendo esses os sinais clínicos mais comuns. Nos exames laboratoriais a hipercalemia, hiponatremia e hipocloremia são as alterações eletrolíticas clássicas em animais com hipoadrenocorticismo.

O prognóstico de cães com hipoadrenocorticismo é bom se o diagnóstico for rápido e preciso, se o tratamento da crise inicial e manutenção forem eficientes e se o animal, a partir do diagnóstico, for medicado ininterruptamente e monitorado periodicamente.

Sugestão de leitura para quem quiser saber mais: http://www.utp.br/medicinaveterinaria/jornadaacademica/HIPOA_EM_CAES.pdf

Imagens de cortes histológicos da adrenal atrofiada no hipoadrenocorticismo:
http://anatpat.unicamp.br/lamendo5.html

Autoria: Karin Regina Gabriel

terça-feira, maio 31, 2011

Desafio Postagem Original

Caríssimos, lanço-lhes um desafio: elaborar postagens individuais para serem publicadas aqui no blog. Mas, as postagens devem obedecer algumas regras:
1. O post deve ser completamente original, não serão permitidas reproduções e/ou citações literais de textos ou repostagens;
2. O limite de texto deve ser de aproximadamente 500 palavras;
3. Os temas para os posts podem ser: patologia do sistema endócrino, patologia do sistema cárdio-vascular e patologia do sistema locomotor.

Todos os posts que obedecerem a estes critérios serão publicados com os créditos aos autores. Ao trabalho.

Dia Mundial Sem Tabaco

Hoje, dia 31 de maio, é o Dia Mundial Sem Tabaco. Embora existam bons motivos para comemorar uma retração mundial no tabagismo, infelizmente há um dado preocupante no Brasil: tem aumentado o número de fumantes jovens. Este aumento credita-se, em parte, às estratégias da indústria, como o uso de aditivos no cigarro. A Organização Mundial de Saúde, na chamada "Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco", recomenda que os países estabeleçam proibições ou restrições ao uso de aditivos no cigarro. Adocicado, mentolado, achocolatado ou disfarçado por qualquer outro ingrediente, ainda é cigarro. Sendo cigarro induz à dependência, inapetência, bronquite e enfisema pulmonar, impotência sexual, além de ser a principal causa de câncer no pulmão.

sexta-feira, maio 27, 2011

OIE anuncia extinção da Peste Bovina

Conforme havíamos comentado antes aqui no blog, a Organização Internacional de Epizootias (OIE) divulgou nota no último dia 25 de maio de 2011 em que conclui o reconhecimento de estado livre de Peste Bovina. A Resolução nº 18/2011 reconhece oficialmente que os 198 países do mundo com populações animais sensíveis estão livres da peste bovina. Importante destacar que foi um grande surto de peste bovina na Europa, em 1924, que alavancou a ideia de criar um organismo internacional ligado à sanidade animal. Leia mais sobre o assunto no site da OIE.

segunda-feira, maio 23, 2011

Deadline para envio de trabalhos ao XV ENAPAVE

A data limite de envio de resumos para o XV ENAPAVE (ENCONTRO NACIONAL DE PATOLOGIA VETERINÁRIA) e I CONGRESSO BRASILEIRO DE PATOLOGIA VETERINÁRIA é o dia 15 de junho de 2011. A apresentação de trabalhos científicos poderá ser sob a forma de resumo expandido e pôster. Maiores informações no site do evento: http://www.enapave.com.br

Deu pau no Blogger

Como vocês devem ter constatado, o último post do blog data do dia 15 de maio. Foi o único post recuperado após a mal sucedida manutenção do Blogger no último dia 11 de maio. De qualquer forma, vamos retomar nosso curso. Novas postagens virão. Também está reparado o 'sumiço' dos artigos de dermato referenciados na aba 'artigos'.

domingo, maio 15, 2011

Dermatopatias Alérgicas e Epidemiologia das Dermatopatias

Caríssimos, vimos que as hipersensibilidades constituem um grupo responsável por um grande percentual dos casos dermatológicos em pequenos animais. Em geral, a hipersensibilidade resultante da picada por pulga (DAPP) é a mais comum, seguida da Atopia e da hipersensibilidade alimentar. Contudo, existem variações regionais na ocorrência destas dermatoses.

A Dermatite Alérgica por Picada de Pulga (DAPP) é uma reação de hipersensibilidade aos componentes da saliva da pulga. Em vários lugares do mundo é referida como a causa mais comum de dermatite alérgica e a principal causa de prurido em cães e gatos. É uma enfermidade que pode ser exacerbada de forma sazonal, em virtude da influência do clima sobre o ciclo de vida das pulgas.

A Atopia Canina é uma afecção de origem genética, na qual há uma sensibilização do animal a antígenos presentes no ambiente, induzindo a mediação de IgE e repercutindo em um processo inflamatório acompanhado de intenso prurido. O espectro de agentes de potencial alergênico é muito amplo (ácaros,pólen, células epiteliais humanas descamadas, poeira doméstica, poluentes ambientais, restos de alimento, dentre outros). Selecionamos o artigo de autoria de Zanon et al. (2008) que trata sobre a Dermatite Atópica Canina (DAC) e que traz inclusive uma proposta bem prática de algoritmo diagnóstico para elucidação da ocorrência desta enfermidade.

Por fim, mas não menos importante, destacamos a Hipersensibilidade Alimentar Canina (HAC) como uma das mais importantes dermatopatias alérgicas em cães. Os mecanismos fisiopatológicos precisos que ensejam o surgimento da HA são obscuros. Trata-se de uma reação de hipersensibilidade que pode ser do tipo I, III e IV. Sendo que os principais componentes alergênicos advém dos componentes proteicos e/ou carboidratos da própria alimentação. Interessante referir que há especulações sobre o fato de que a interferência humana na alimentação canina tem proporcionado o aumento nos casos de HAC. Ou seja, ao colaborarmos para que o comportamento alimentar carnívoro dos cães se converta em omnívoro, aumentamos o leque de desafios antigênicos ao sistema imunológico canino. Selecionamos para leitura complementar o artigo de Salzo e Larsson (2009). Os autores investigaram 117 casos suspeitos de HAC. Enfim, os casos dermatológicos são importantes porque chegam a responder por 60 a 80% de todos os atendimentos na clínica médica de pequenos animais. A dermatopatologia veterinária vem ajudando a elucidar enfermidades conhecidas, a reconhecer enfermidades novas e a estabelecer critérios de diagnóstico cada vez mais confiáveis e satisfatórios para um bom planejamento terapêutico.

Assim, é muito importante ter uma visão mais ampla sobre os aspectos epidemiológicos que envolvem as dermatopatias em pequenos animais, sobretudo nos cães. Exatamente por isso, selecionamos mais dois artigos para a sua leitura complementar: ambos são de Souza et al. (2009), um sobre dermatopatias não-tumorais e outro sobre neoplasias cutâneas. Os links para os artigos completos estão na aba "artigos" ao lado.

Referências:

Souza, T.M. et al. Prevalência das dermatopatias não-tumorais em cães do município de Santa Maria, Rio Grande do Sul (2005-2008). Pesq. Vet. Bras. vol.29, n.2, pp. 157-162, 2009.
Salzo, P.S. e Larsson, C.E. Hipersensibilidade alimentar em cães. Arq. Bras. Med. Vet. Zootec., v.61, n.3, p.598-605, 2009.
Zanon, J.P. et al. Dermatite atópica canina. Semina: Ciências Agrárias, Londrina, v. 29, n. 4, p. 905-920, out./dez. 2008.
Souza. T.M. et al. Estudo retrospectivo de 761 tumores cutâneos em cães. Ciência Rural, v.36, n.2, p.555-560, 2006.