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quarta-feira, novembro 17, 2010

A curiosa história de Faith

 

Olá, Caríssimos. No post de hoje reproduzo uma mensagem enviada pelo Prof. André Muniz, nosso colega, Médico Veterinário, Prof. do Curso de Aquicultura da UFPR. O Prof. André nos envia fotos do cão Faith (Fé, em português). Faith nasceu com amelia bilateral dos membros torácicos. Ainda filhote foi rejeitado pela mãe e, a despeito de toda a expectativa em contrário, sobreviveu, cresceu e se adaptou à sua condição locomotora. Isto mostra que uma deformidade congênita grave pode ser superada.



A amelia é classificada como uma Dismelia (do grego dys = mal, ruim + melia = membro). A dismelia é uma terminolgia aplicável a várias condições. Pode se referir à aplasia de um ou mais membros (como é o caso de Faith), à deformidades de parte dos membros (como ocorre na fusão de membros, chamada de sindactilia), e também ao aparecimentos de membros supranumerários, como é caso da polidactilia (ver o texto da Natália duas postagens atrás).



A etiologia desta condição pode ser genética, relacionada ao uso de drogas com efeito teratogênico (como a Talidomida, em humanos, já citada em aula), exposição do feto a radiações ionizantes durante a gravidez, além de possíveis efeitos provocados por infecções virais durante a gravidez.
Nos humanos o defeito é autossômico recessivo, assim como nos bovinos. Nos suínos presume-se que o gene seja dominante.

segunda-feira, novembro 15, 2010

Um pouco mais sobre Polidactilia

Caríssimos, o texto abaixo foi todo escrito pela Natália. Agradeço a pesquisa e a contribuição dela ao blog, que está aberto à participação e autoria de todos vocês. A foto é do banco de imagens da Cornell University. Valeu, Natália.
Olá, Colegas.
Achei muito interessante o tópico de distúrbios do crescimento e diferenciação celulares, incluindo as malformações. Pesquisei um pouco sobre Polidactilia. A polidactilia (do grego, polys = muitos; daktylus = dedos) é uma anomalia genética causada pela manifestação de um alelo autossômico dominante com penetrância incompleta, consistindo na alteração quantitativa anormal dos dedos das mãos (quirodáctilos) ou dos pés (pododáctilos). Geralmente caracterizado pela presença de um dedo extranumerário próximo ao quinto dedo, seja no membro inferior ou superior. Mas há uma variação muito grande na expressão dessa característica, podendo ser a de uma simples profusão carnosa.
As formas de dominância e recessividade podem ser expressas por duas formas alélicas: o alelo D, como forma dominante, e seu alelo d, como forma recessiva normal do gene. Tanto o genótipo heterozigótico (Dd), quanto o genótipo homozigótico (DD), configuram um fenótipo polidáctilo ao indivíduo portador. Enquanto os indivíduos de uma população com genótipo homozigótico (dd) não manifestam a doença. A polidactilia afeta praticamente qualquer espécie animal.

Algumas causas comuns de polidactilia em humanos:
• Polidactilia familiar (característica hereditária)
• Síndrome de Ellis-van Creveld (displasia condroectodérmica)
• Síndrome de Carpenter
• Ttrissomia do Cromossomo 13
• Síndrome de Rubinstein-Taybi
• Síndrome de Smith-Lemli-Opitz
• Síndrome de Laurence-Moon-Biedl

Este problema pode ter outras causas. A lista não menciona todas elas, nem as cita em ordem de probabilidade. As causas desse sintoma podem incluir doenças pouco comuns e medicamentos e podem variar conforme a idade e sexo da pessoa afetada e com os aspectos específicos dos sintomas.

Abaixo há um link para um texto bem interessante:
"Dedos a mais são frequentes entre casos de má-formação genética, dizem estudos".

Natália de Lima, 4o. período/Medicina Veterinária, UFPR – Campus Palotina.